sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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DHL vê nos data centers a nova onda da logística no Brasil

Gigante alemã aposta no transporte de equipamentos para data centers como próxima grande demanda do setor no país. Entenda o movimento.

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Trabalhadores e uma empilhadeira circulam entre prateleiras de um armazém logístico
Foto: GB The Green Brand/Pexels

A corrida da inteligência artificial está criando um negócio paralelo que pouca gente enxerga: transportar as máquinas que fazem tudo isso funcionar. E a DHL quer esse mercado no Brasil.

Em reportagem publicada pelo NeoFeed na quarta-feira (26), executivos da DHL Global Forwarding, divisão de cargas internacionais do grupo alemão, afirmam que o transporte de equipamentos para data centers caminha para ser a próxima grande demanda logística do país — comparável ao efeito que o e-commerce teve sobre o setor anos atrás.

A comparação é direta: assim como as encomendas do comércio eletrônico passaram a ocupar a capacidade dos aviões cargueiros, servidores, racks e chips devem disputar esse mesmo espaço daqui em diante.

Entenda por que o Brasil entrou no mapa

Segundo a companhia, o Brasil atrai cerca de 40% dos investimentos em data centers da América Latina. Três fatores puxam essa concentração:

  • posição estratégica na conectividade da região, com cabos submarinos e rotas de rede;
  • oferta de energia renovável, decisiva para operações que consomem eletricidade em escala industrial;
  • tamanho do mercado consumidor, que exige processamento de dados perto do usuário.

Não por acaso, a semana teve outro capítulo dessa história: a Alibaba Cloud ativou seus dois primeiros data centers no país. Cada anúncio desse tipo significa toneladas de equipamento sensível cruzando fronteira.

Veja o que torna essa carga especial

A logística de data center é delicada por natureza. Um servidor de inteligência artificial não é mercadoria de prateleira: se o equipamento sofre dano no caminho, não existe outro para comprar no dia seguinte, e os prazos de reposição são longos.

Por isso a operação exige rastreamento detalhado, controle de temperatura, manuseio especializado e desembaraço alfandegário sem tropeço. A DHL já mantém no México um centro de competência dedicado ao tema e agora estrutura a operação brasileira para capturar a demanda.

O contexto financeiro ajuda a explicar o apetite: no início do ano, o grupo já havia anunciado investimento de R$ 100 milhões no Brasil, com data centers entre os focos declarados, ao lado de e-commerce e medicamentos.

Repare no efeito em cadeia

Para o mercado de trabalho e para os fornecedores locais, a onda importa: cada data center novo movimenta transportadoras, armazéns, seguradoras de carga e equipes técnicas especializadas — uma cadeia inteira que cresce junto.

As informações desta matéria foram apuradas até a noite desta quinta-feira (27), com base em NeoFeed, BNamericas, Forbes Brasil e ABOL.

Você já tinha parado para pensar em como um chip de IA chega do outro lado do mundo até um galpão no interior do Brasil?

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