C&A anuncia plano para abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
Varejista apresentou o ciclo estratégico Full Power, com expansão da rede, reforma de unidades e novo centro de distribuição. Veja os detalhes.

A C&A apresentou nesta quarta-feira (26) o Full Power, plano estratégico que vai orientar o crescimento da varejista de moda entre 2027 e 2030.
O número que resume a ambição: de 60 a 80 lojas novas no período, uma média de 15 a 20 inaugurações por ano. Se cumprir a meta sem fechar unidades, a rede sai das atuais 341 lojas para algo entre 401 e 421 pontos de venda até o fim de 2030.
E o plano já começa na prática: a rede inaugura nesta quinta-feira (27) uma loja na Avenida Paulista, em São Paulo, somando-se aos mais de 50 endereços da marca na cidade.
Veja o que mais está no pacote
O Full Power não é só abrir porta nova. O plano prevê:
- Reforma de 100 a 120 lojas no período, seguindo o modelo “Loja Energia”, com ambiente e experiência de compra repaginados.
- Novo centro de distribuição em Pernambuco, além da ampliação da unidade logística de Santa Catarina.
- Hubs urbanos no Rio Grande do Sul e em Goiás para acelerar entregas.
- Meta digital: levar as vendas omnicanal — que combinam loja física e online — de 7,7% para 15% da receita até 2030.
Para bancar tudo isso, a empresa promete investir de 7% a 8% da receita líquida por ano, bem acima da média histórica recente, que ficou em torno de 3% em 2023.
Entenda o contexto do movimento
O anúncio marca uma virada de chave no varejo de moda. Nos últimos anos, as grandes redes seguraram expansão para arrumar a casa: fecharam lojas deficitárias, renegociaram aluguéis e investiram no digital.
O plano da C&A sinaliza que, para a companhia, essa fase acabou — e que a disputa agora volta a ser por presença física, especialmente fora dos grandes centros já saturados.
A aposta na logística do Nordeste, com o novo centro de distribuição em Pernambuco, indica para onde a varejista enxerga o próximo ciclo de crescimento do consumo de moda no país.
Repare na disputa que se desenha
A expansão acontece com concorrência apertada por todos os lados: as gigantes asiáticas de moda online de um lado, e redes internacionais abrindo lojas físicas no país do outro.
A resposta da C&A combina o que o online não entrega — provador, troca fácil, loja na esquina — com a promessa de uma operação digital mais integrada.
As informações desta matéria foram apuradas até a noite desta quarta-feira (26), com base em Seu Dinheiro, InfoMoney e Guia Butantã.
E você, voltou a comprar roupa em loja física — ou a sacola virtual ganhou de vez?


