Alibaba Cloud ativa dois data centers no Brasil, os primeiros da América do Sul
Braço de nuvem da gigante chinesa lançou sua primeira região de cloud no continente e acirra a disputa com AWS, Microsoft e Google. Veja os planos.

A briga das nuvens ganhou um competidor de peso no Brasil. A Alibaba Cloud, braço de computação em nuvem da gigante chinesa, anunciou nesta quinta-feira (27) o lançamento da sua primeira região de cloud da América do Sul — composta por dois data centers em território brasileiro.
Com a novidade, empresas, startups e órgãos públicos brasileiros passam a ter acesso ao portfólio da companhia com infraestrutura local: menos latência, mais resiliência e dados hospedados dentro do país, um ponto cada vez mais sensível para quem lida com regras de governança de dados.
Veja o que a operação oferece
A nova região entrega o cardápio completo de serviços de nuvem: computação, armazenamento, contêineres, redes, segurança, bancos de dados, big data e serviços cloud-native.
A companhia também anunciou que planeja trazer para a região os seus serviços de IA “agêntica” de nível corporativo — sistemas que executam tarefas de forma autônoma — e já chegou com parcerias locais firmadas:
- Insi, que vai desenvolver soluções personalizadas de nuvem e IA para médias e grandes empresas;
- 4Linux, que vai combinar os modelos abertos Qwen, da própria Alibaba, com serviços locais de implantação, integração e treinamento.
Entenda o tamanho da aposta
O lançamento brasileiro faz parte de um plano global agressivo. A Alibaba está no meio de um compromisso de US$ 53 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial, e a nova região eleva sua rede a 106 zonas de disponibilidade em 31 regiões pelo mundo.
Na América Latina, o Brasil é a segunda parada — a companhia inaugurou a região do México em fevereiro de 2025. A leitura do mercado é direta: o país virou a porta de entrada estratégica da empresa para o continente, onde ela já opera com força no e-commerce via AliExpress.
Repare na disputa que se acirra
Até aqui, o mercado brasileiro de nuvem era um jogo de três: AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, com a Huawei correndo por fora. A chegada de mais um gigante com data center local tende a pressionar preços e acelerar a oferta de serviços de IA para empresas daqui.
Para o ecossistema local, há um efeito colateral bem-vindo: cada região nova de nuvem puxa demanda por energia, construção, telecom e mão de obra especializada.
As informações desta matéria foram apuradas até a noite desta quinta-feira (27), com base em Convergência Digital, Olhar Digital, Data Center Dynamics e NeoFeed.
Sua empresa saberia dizer hoje em qual país os dados dela estão hospedados?


