sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Casa e Jardim

Nativas, menos gramado e sensores: as tendências de jardim de 2026

Levantamentos do ano apontam para onde vai o paisagismo: espécies brasileiras, jardins que bebem menos água, tecnologia discreta e canteiro que também alimenta.

Por · · 2 min de leitura
Caminho de pedras em jardim exuberante com plantas tropicais à beira de um lago
Foto: Magda Ehlers/Pexels

Se o seu plano é reformar o jardim na primavera, vale saber para onde o paisagismo está indo. Os levantamentos de tendências publicados ao longo de 2026 por sites especializados convergem em alguns movimentos — e quase todos cabem em quintal pequeno.

A boa notícia: o jardim da moda é o que dá menos trabalho.

Plante o que é daqui

A tendência mais repetida nas listas do ano é a valorização das espécies nativas. Plantas da Mata Atlântica e do Cerrado, como manacá e caliandra, aparecem como protagonistas dos novos projetos.

A lógica é prática, não só estética: espécie adaptada ao clima e ao solo locais pede menos intervenção e menos defensivo, e ainda alimenta pássaros e polinizadores da região. O jardim vira parte da paisagem, não um enxerto nela.

Aposente uma parte do gramado

Outro consenso das listas: menos gramado impecável, mais canteiro denso e estratificado. O gramado tradicional é apontado como grande consumidor de água, e as alternativas de baixo consumo — caso da grama-amendoim — ganham espaço nos projetos.

Na mesma linha entram os jardins de chuva e os pisos permeáveis, que aproveitam a água da chuva em vez de mandá-la para o ralo. Com a previsão de primavera chuvosa em parte do país, a ideia deixa de ser tendência e vira utilidade.

Deixe a tecnologia trabalhar escondida

Sensores de umidade no solo conectados a aplicativos e irrigação automatizada por setor aparecem em todas as listas de 2026 — mas com uma ressalva de estilo: a tecnologia boa é a que não aparece.

O equipamento monitora a terra e rega na medida, sem transformar o canteiro em vitrine de gadgets. Para quem viaja ou esquece a rega, é o tipo de investimento que se paga em plantas vivas.

Misture o bonito com o comestível

A divisão entre jardim ornamental e horta está caindo. Temperos, PANCs e frutíferas anãs entram nos canteiros junto com as flores, no movimento que as listas chamam de jardim comestível.

Completa o pacote o controle biológico: atrair joaninha e outros predadores naturais em vez de aplicar veneno — mais uma razão para ter flores variadas atraindo essa turma, né?

Comece pequeno, ainda nesta estação

Nenhuma dessas tendências exige reforma completa. Um canteiro de nativas, um trecho de gramado substituído por forração, um sensor de umidade num vaso grande: cada passo já muda o jogo, e a primavera que começa em 22 de setembro é a janela ideal para o primeiro deles.

Qual dessas ideias o seu quintal recebe primeiro?

Veja também

Compartilhe esta matéria

Mais artigos