Flores viram negócio de R$ 21 bilhões, e a primavera é a vitrine
Setor projeta crescer de 6% a 8% em 2026, segundo o Ibraflor; cadeia reúne 8,3 mil produtores e mais de 264 mil empregos diretos no país.

A muda que você compra na floricultura da esquina faz parte de uma cadeia bilionária. A floricultura brasileira movimentou R$ 21,23 bilhões em 2024, alta de quase 10% sobre o ano anterior, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) em parceria com o Cepea/Esalq-USP.
E a régua segue subindo: para 2026, as projeções divulgadas pelo instituto apontam crescimento entre 6% e 8%.
Conheça o tamanho da cadeia
Os números do levantamento dão a dimensão do setor no país:
- 8.300 produtores de flores e plantas ornamentais;
- 264.874 empregos diretos, o equivalente a 1,17% dos postos de trabalho do agronegócio;
- 16.380 hectares de área cultivada.
É uma cadeia intensiva em gente: da estufa ao balcão, flor exige mão de obra em todas as etapas — por isso o peso no emprego é tão maior que o peso na área plantada.
Entenda por que a primavera importa
A estação que começa em 22 de setembro é a vitrine natural do setor. É quando o calendário concentra as grandes festas de flores do país — a Expoflora, em Holambra, e as festas de Atibaia e Joinville estão entre elas — e quando o consumidor volta a encher vasos e canteiros.
Rosas, astromélias e lírios estão entre as flores mais procuradas do mercado, segundo o Ibraflor, e a demanda por plantas verdes e suculentas vem crescendo junto com a onda de decoração com plantas dentro de casa.
Veja o que muda para o consumidor
Setor aquecido tem dois efeitos no seu bolso. O primeiro é variedade: produtor investindo significa mais espécies e mais novidade chegando ao varejo — as festas da primavera funcionam como lançamento a céu aberto.
O segundo é concorrência de canal. Floricultura de bairro, garden center, supermercado e venda direta do produtor disputam o mesmo cliente, e vale comparar: a mesma espécie pode variar bastante de preço conforme o ponto de venda.
Olhe o movimento com olhos de jardineiro
Para quem cultiva, o recado do mercado é prático: a primavera concentra a oferta. É nela que as bancas estarão mais cheias, as mudas mais novas e os produtores mais presentes em eventos abertos ao público.
Os dados desta matéria foram levantados até o fechamento, em 22 de agosto, a partir das divulgações do Ibraflor e da imprensa especializada.
Da próxima vez que passar por uma banca de flores, vai olhar para ela como parte de um negócio de R$ 21 bilhões?


