sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Cinema

Coyote vs. Acme: filme que a Warner engavetou estreia no Brasil

Cancelado em 2023 para virar abatimento fiscal, o híbrido de animação e live-action dos Looney Tunes foi resgatado pela Ketchup Entertainment e chega aos cinemas com aprovação altíssima da crítica.

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Rodovia longa e reta cortando paisagem desértica, com formações rochosas ao fundo
Foto: Luana Scorsoni/Pexels

Poucos filmes chegam ao cinema com uma história de bastidores melhor que o próprio roteiro. Coyote vs. Acme, que estreia nesta quinta-feira, 27 de agosto, distribuído pela Paris Filmes, é um deles: o longa foi cancelado pelo estúdio que o produziu — e sobreviveu.

Entenda a novela do cancelamento

O projeto foi anunciado em 2018 e filmado em 2022. Em 2023, com o filme pronto, a Warner Bros. decidiu engavetá-lo para gerar abatimento fiscal — o mesmo destino de outros títulos da casa no período.

A reação foi imediata, mas o estúdio resistiu: chegou a recusar ofertas de compra, pedindo cerca de US$ 70 milhões pelo projeto. A venda só saiu em 2025, para a Ketchup Entertainment, que colocou o filme de volta no calendário. O primeiro trailer apareceu em 22 de abril de 2026.

Veja do que o filme trata

A premissa vem de uma ideia de James Gunn, com roteiro de Samy Burch, e é simples de contar: depois de décadas de bigornas, foguetes e armadilhas que explodem na cara, Wile E. Coyote processa a Acme, fabricante de tudo que já deu errado na perseguição ao Papa-Léguas.

Na parte live-action, Will Forte vive o advogado que aceita a causa do Coiote, com John Cena e Lana Condor no elenco. A direção é de David Green, e o visual mistura atores reais com a animação clássica dos Looney Tunes — a comparação mais repetida pela crítica é com Uma Cilada para Roger Rabbit.

Confira o que a crítica achou

O filme debutou com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, com as primeiras 20 críticas registradas. Com a base maior, de 36 avaliações, a marca seguia em 94% até o fechamento desta matéria — número raro para uma comédia de estúdio, ainda mais uma que o próprio estúdio tentou apagar.

Parte da imprensa americana chamou o longa de melhor híbrido de animação e live-action desde Roger Rabbit, referência que os fãs do gênero esperavam há quase quatro décadas.

Escolha a sessão com atenção

A estreia brasileira é exclusiva nos cinemas, segundo a distribuidora. Como toda estreia, a lista de salas e horários varia por cidade e pode mudar sem aviso; confirme a programação do cinema da sua região antes de sair de casa.

O dado curioso: o Brasil vê nas telonas um filme que, por decisão contábil, quase ninguém veria em lugar nenhum. É o tipo de final que nem o Coiote costuma ter.

Você vai dar ao Coiote a vitória que a Acme nunca deu a ele?

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